quinta-feira, 3 de junho de 2010

O início dessa história...

Julho de 2006. Ele era seminarista. Ela tinha namorado.  
Nem imaginávamos que nossos caminhos iriam se cruzar assim.
Foi por causa de um biombo. Estava pesado, precisei de ajuda. Pedi para ele. Eu não dei muita bola. Naquele momento ela me passou despercebida. Achei ele sério, não muito simpático, mas já de cara descobri que tínhamos algo em comum. Lembro-me apenas do vulto de seus cabelos. O rastro por eles deixado, me fez ver uma invisível sombra, tive vontade de escrever um poema.  
Ele gostava de poesia. Ela também.

Conversa vai, conversa vem, já eram bons amigos. Ele estava indo embora, será que ficaria nisso?
Tentei me aproximar um pouco mais. Vi que ela seria uma boa amiga. Adicionei seu contato em meu MSN. Não foi de primeira que eu aceitei. Ele insistiu e então, nossas conversas já não tinham mais fim. Era tão bom. Antes de eu ir embora, “sem querer querendo”, acabei levando comigo um pedacinho seu: ela me deu seu livro de presente. “Ao amigo Jorge.” Achei que não nos falaríamos mais. Ele ia para longe e nem éramos assim tão amigos. Mas, para minha surpresa, ele se tornou um ótimo companheiro de madrugadas. Para mim, durante as tardes, gradativamente se tornou comum escrever para ela, ou lhe encontrar no MSN. Apesar de eu ainda não perceber, já era o nascimento de um amor. Ficava ansiosa por seus emails e lembro que lia várias vezes antes de responder. Ele sabia tanto de mim e eu já sentia conhecê-lo há muito tempo. Ele compartilhou comigo uma difícil decisão: o fim do meu namoro. E foi numa manhã fria de novembro que sentei para lhe escrever meu último email estando fisicamente distante. Em meu caminho, também decidi mudar a direção.

Eles não sabiam que isso tudo os deixaria mais próximos. Ela, precisava de alguém que lhe ajudasse a entender porquês; ele, de alguém que lhe acolhesse sem qualquer julgamento.
Me lembro que em dezembro já andávamos junto por aqui. Era bom encontrá-lo na igreja, continuar passando madrugadas conversando ou trocar milhões de mensagens numa tarde. Mas se me perguntassem, ele era um bom amigo. A esta altura, percebi que já havia dentro de mim algo diferente que me fazia sempre querer estar perto. Foi aí que surgiu a oportunidade: passar o réveillon daquele ano juntos. Foi muito bom. Eu ainda bastante acanhado, afinal, era meu primeiro contato com a sua família. Mas dentro de mim havia uma alegria muito grande porque foi nesta noite que entendi o que meu coração estava tentando me dizer. E, numa noite de segunda-feira, enquanto conversávamos na internet, ele veio me dizer. De certa forma, eu já sabia, mas foi surpreendente ler aquela frase. “Eu amo você!” Foi a primeira vez que ele me disse e, a partir de então, nunca parou de repetir. Daquela noite em diante, durante um bom tempo, acostumei a ter como resposta às minhas declarações, constantes reticências, sempre seguidas de uma carinha envergonhada. Mas eu sempre achei isso bonitinho e mesmo não tendo a resposta que gostaria, não desanimava e algo me fazia continuar insistindo. E foram várias as declarações, os poemas, emails, cartinhas e cartões. Meu coração se enchia de algo que não sabia nomear, mas que era bom e me fazia desejar tê-lo comigo cada vez mais. Foi numa dessas cartas que eu escrevi pela primeira vez a frase que ele estava ansioso por ouvir. Eu descobri, depois de algum tempo, que o nome do sentimento que preenchia era amor, e ele era diferente de tudo o que sentia antes. Mas ela sentia muito medo. Parecia que tudo era obstáculo para ela: a família, as pessoas do convívio, os sentimentos deixados pelo namoro anterior... E, dentro de mim, uma insistente vontade de continuar dizendo aquela frase. E eu sabia que não era em vão. Até que um dia, inesperadamente, recebi uma mensagem no celular. Ela me perguntava se eu estava preparado para um combate. Entendi que a hora que eu tanto esperei havia chegado. Não vou negar que me deu alguns tipos de medo. Mas o sentimento que prevaleceu foi de que finalmente daríamos um grande passo. E, daí em diante, tudo foi como prevíamos. O meu medo ainda continuava e me fazia arriscar cuidadosamente. Em maio de 2007 viajamos juntos. Foi a primeira viagem: uma peregrinação de jovens para Aparecida do Norte. Eu sabia que ele tentaria ficar comigo naquela oportunidade e, sabia também, que isso não era ser apressado. Já tinha me “esperado” por tanto tempo! Mas eu me esforçava pra resistir, ainda que meu coração estivesse sempre chamando pelo dele. Foi uma viagem incrível. A primeira coisa que eu fiz foi burlar a separação dos grupos entre os ônibus. Dei um jeitinho e fui naquele em que ela estava. Me lembro de cada minuto que viajei ao seu lado. Na volta, consegui chegar bem pertinho dela. Não foi dessa vez que aconteceu nosso primeiro beijo, mas segurei a sua mão entre as minhas e foi maravilhoso perceber como elas se encaixavam perfeitamente. Parecia que tinham sido feitas sob medida e, desde esse dia, as minhas mãos se sentiam sozinhas sem as dele por perto. Eu queria muito, muito mesmo começar a namorar e não foi por falta de pedidos que não começamos. Mas eu tinha medo porque sabia que a guerra seria difícil.

Tinham muitas coisas no caminho deles. Houve vezes em que pensaram em desistir, mas não conseguiam. E o tempo foi passando fazendo com que o amor fosse crescendo e a coragem nascendo da vontade de ficarem juntos pra sempre.

Novembro de 2007. Um ano e quatro meses depois. Ele combinou de buscá-la no trabalho, para darem uma volta, conversarem um pouquinho e...

Eu sabia, meu instinto feminino não podia falhar nessa hora: eu tinha certeza que aquele dia sete ficaria marcado para sempre. Não podia imaginar que algo iria acontecer naquele dia e confesso que fui esperando pelas reticências tão fofinhas da mocinha envergonhada que eu já me habituara a ler nas suas mensagens e no seu olhar. Eu havia prometido um abraço e também um beijo. Mas ele não quis cobrar os dois. Lembro que me disse: “Você me deve um abraço!” Ela me abraçou. E o abraço precedeu o beijo, o primeiro, o inesquecível: um beijo no banquinho da praça. E, depois de me beijar, me disse sorrindo: “Também tinha prometido um beijo!” E ali ficamos, conversando, sorrindo, contemplando a beleza de um amor. Lembro que antes de entrarmos no carro, lhe perguntei se estávamos namorando, ao que ela me respondeu “sim!”.
Daí em diante muita coisa aconteceu e não há como descrevê-las aqui, afinal, um casal de poetas sempre tem muito o que versar. O amor deles crescia mais e mais, ainda que todos os ventos soprassem contra aquele namoro. Mas o Cara lá de Cima deixava cada vez mais claro de que lado Ele estava e, ainda que o namoro fosse colocado contra a parede, a ponto de “acabar”, os dois se mantinham ainda mais convictos e, ainda que “separados”, permaneciam com seus corações em sintonia, a ponto de nunca terem ficado longe. E foi em julho de 2009, depois de longos meses de batalha, lágrimas e diversos tapas na esperança, que o casal mais apaixonado desse mundo azul, após ter cruzado um túnel escuro, pode se dar as mãos novamente e, tendo encontrado a luz, poder gritar para todo mundo o quanto se amavam e o quanto a felicidade de um, depende da do outro.E já vai fazer um ano que estamos juntos e é maravilhoso poder compartilhar a nossa história com todos. A idéia desse blog, é justamente essa, mostrar que o amor, muito mais que um sentimento, é um acontecimento, que faz sonhar juntos e que, quando é verdadeiro, faz os sonhos acontecerem afinal, o mundo conspira para que Céu e Estrela possam sempre ficar juntos. Hoje, somos namorados, incrivelmente apaixonados. Vamos casar, porque nossas vidas mudaram desde aquele sete de novembro de 2007.

Sejam bem-vindos!

9 comentários:

Bru Chociai disse...

E você, Bru, ainda me pede pra não chorar...
Impossível para quem tem coração, mais impossível para quem acompanhou de perto a passagem pelo túnel escuro, a parte mais difícil e dolorosa e creio também a mais linda desse amor.
É com um orgulho imenso que digo e sei que continuarei a acompanha-los, física e virtualmente, caminhando junto com vocês rumo a decisão mais importante e emocionante de suas vidas.
Beijos, afilhados!
Com muito carinho,
Bru Chociai

Anne disse...

Um amor azul. Assim se define o amor de vocês, por vocês mesmos. Só nos resta concordar, sem muito esforço porque acompanhamos a história. De um jeito ou de outro, em cada dificuldade, em cada vitória. Não canso de repetir que acho a história de vocês mais do que maravilhosa. Uma história cheia de Luz, muita Luz. Amor é o que desejo (e sempre desejei pra vocês). Que Deus continue a iluminar o caminho... ;) (frequentarei o espaço com frequencia)

Gabi disse...

Ahhhhh amei a história!!!
Fico muito feliz por fazer parte da história do amor de vocês!!!
Um amor lindo e abençoado! Um casal querido e tão iluminado!
Amo vocês!!!

Janaina disse...

Ai Bru!! Pra começar ficou tudo muito lindo!!! O convite, o blog.. mas ele tem que acompanhar a historia de vcs q é linda, por isso não poderia ser de outra maneira!!!
Parabéns para o casal!! Vcs realmente merecem toda essa felicidade que estão vivendo!!!!!
Vou acompanhar de pertinho esse blog, pq eu me apaixonei pela historia de vcs!!!!!!!!!(td bem que já conhecia, +-, rsrs, mas vc escreveram de um jeito tão... Vocês!!) ^^

Adeline disse...

Oi minha linda, eu tinha escrito um comentário imenso e apagou... sem querer... aff... que raiva que eu fiquei.
Mas essa história acompanhei de pertinho, mas não do lado azul da Bru... acompanhei do lado azul do Jorge...todo apaixonado, sofrendo de amor...hehehe... a cada dia "reclamando" seu amor pra mim hahaha...
Lendo assim, um filme romântico, um livro de poesias de amor.
Uma história pra poucos... que se vê claramente o dedo de Deus.
Esse amor de vcs é perfeito, pq Deus está abençoando e está a frente de vcs, com certeza!
Bjos meus amores, amo demais!

Adeline disse...

Ah...mais uma coisa!
A maior alegria da minha vida de amiga do Jorge eh olhar pra ele hoje e vê-lo assim, de uma maneira que nunca vi igual. Feliz... e com aquele sorriso nos lábios, falando: "valeu a pena ter esperado pela Bru... ela é o amor da minha vida!"

=D

Anônimo disse...

Oi!!!
Passei por aqui dar uma espiadinha e adorei esta tão emocionante história de amor!
Desejo a vocês os meus sinceros votos para que tudo de certo.
Ao o nosso querido "Gêronimo" um grande abraço e a Bruna que conheço apenas pelas fotos um bjim...

Ana Paula (Publicidade - Cescage)

Anônimo disse...

Meu Deus, como vcs dois são lindos!!!
Não tem como não ficar emocionado lendo essas palavras e lembrando tudo que aconteceu!

Vcs merecem cada minuto da felicidade que vivem!!

Lari!

Ana Luísa disse...

Oi, casal!
Eu confesso que não tinha lido ainda a história de vocês. Que lindo mesmo! E adorei a forma como vocês a transmitiram para o papel, outra grande arte!
Que Deus os abençoe sempre!
Um abraço da outra noiva,
Ana Luísa.